A transexualidade em HQs, games e desenhos

Nesta semana muitas pessoas se chocaram ao saber que existem heróis gays na Marvel (espera só até eles assistirem animês e lerem a DC); pois bem, imagina só quando descobrirem os personagens transexuais (ou transsexuais, usem a grafia que preferirem) em vários quadrinhos, games e desenhos. Um choque para quem chama identidade de gênero de “ideologia de gênero”. Vamos ver alguns?

Corrida Maluca – O clássico desenho animado de 1968/69 ganhou uma nova série em quadrinhos em 2016 (publicada no Brasil em 2018 pela Panini) dentro do projeto “Hanna-Barbera Beyond”, da DC Comics. Na HQ, o Sargento Blast fez a transição de gênero e agora é a Sargento Blast. No Brasil a dublagem da animação tinha denominado o personagem como Sargento Bombada.

A Vida Moderna de Rocko – A famosa animação da Nickelodeon, que foi ao ar entre 1993 e 1996, cativou diversas crianças e voltou em 2019 como um filme animado para a Netflix. A novidade? Ralph, o filho de Ed Cabeção, saiu pelo mundo para se encontrar e retorna como Rachel (imagem acima), buscando agora a aceitação do pai transfóbico.

Animês e mangás – Diversos desenhos e quadrinhos japoneses possuem personagens trans, vários fizeram – e fazem – muito sucesso com o público brasileiro. “Rosa de Versalhes” apresenta Oscar, que nasceu biologicamente uma mulher mas cresceu como um homem militar. Em “Paradise Kiss” temos Isabella (imagem acima), uma trans que inspirou o primeiro vestido do estilista protagonista e detesta ser chamada pelo seu nome de batismo, Daisuke. Em “Yu Yu Hakusho” é a vez da Miyuki, personagens trans que enfrenta o protagonista Yuskuke, que lida com preconceito diante da situação. Nuriko é uma trans poderosa, que foi uma das noivas de “Fushigi Yûgi”. Por fim, em “Angel Sanctuary” é fácil se apegar a demônio trans Arachne. Conheça outros personagens clicando aqui.

Marvel – Vamos falar então da editora que criou os Vingadores. Começando pela heroína Sera (imagem acima), membro do grupo Anchorite, é uma anja trans, que foi casada com Angela, personagem da mitologia de “Guardiões da Galaxia” e “Thor”. Na série “Jessica Jones”, da Netflix, a recepcionista da agencia de investigação da protagonista é uma mulher trans, Gillian, vivida pela atriz Aneesh Sheth. No universo da Garota Esquilo temos Ken Shiga, o Koi Boi, garoto trans com poderes marinhos. No universo dos “X-men” existe ainda Jessie Drake, que revelou-se uma garota presa no corpo de um menino.

DC – Agora partimos para o universo de personagens da editora da Liga da Justiça. Alysia Yeoh (imagem acima) é uma mulher trans lésbica, ela surge como colega de quarto de Barbara Gordon (a Batgirl); no universo “DC Bombshells” vira uma heroína do grupo Batgirls. Andrea Martinez, a Cometa, teve dificuldade de seus pais lidarem com sua transexualidade, o que levou a tentar o suicídio e usar drogas; sua vida mudou quando sua alma se uniu a de um anjo. Na série “Supergirl” temos a heroína Nia Nal (a Sonhadora) (foto principal desta postagem) ; em sua família, poderes são passados de mãe para filha, como ela é uma garota trans também recebeu os dons.

Games – Vamos ver alguns casos dos videogames? A dinossauro Birdo aparece na série Mario Kart, Mario Party, entre vários outros do encanador. Segundo o manual de instruções do jogo “Birdo pensa que é uma menina e gosta de ser chamado de Birdetta”. Poison (imagem acima), de “Final Fight” é descrita na versão de Super Nintendo com um termo pejorativo para travestis equivalente ao inglês “newhalf”; a história depois disto é longa, mas para os fãs ela é trans operada na América, e não-operada no Japão (leia mais aqui). No game “Pokémon X / Y” temos Beauty Nova (NPC encontrado na Kalos Battle Mansion), considerada uma mulher trans por uma fala que deixa claro que ocorreu uma transformação na jogadora, sendo antes um Black Belt e agora uma Battle Girl. Em “Assassin’s Creed Syndicate” temos Ned Wynert como um exemplo de um homem trans em jogos eletrônicos.

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Sobre o autor

David Denis Lobão