Desfiles de Carnaval: O esquecido Grupo de Acesso de São Paulo

O grupo de acesso de São Paulo já teve seus momentos de glória, com exibição dos desfiles em emissoras como Viva, Cultura e TV Brasil. Mas isto é passado, neste ano não ocorreu nem mesmo a transmissão online pelo GShow / G1.

No entanto, a rede Globo ignorou o lado B de Sampa, mas exibiu a série A carioca para o estado do Rio de Janeiro. Para quem queria saber o que rolava no último domingo, 03, no Anhembi, a solução era acompanhar pelo canal do YouTube da LIGA SP – Liga das Escolas de Samba.

O grupo de acesso de São Paulo está cada vez mais abandonado. O camarote Bar Brahma fica fechado no domingo de Carnaval, gerando um longo espaço escuro, que constrange que está desfilando. Mas, em compensação, a arquibancada fica cheia de foliões animados para apoiar escolas tradicionais como Nenê da Vila Matilde, Leandro de Itaquera, Camisa Verde e Branco, Unidos do Peruche, Barroca Zona Sul e Pérola Negra. A torcida do São Paulo Futebol Clube marcou presença para apoiar a Independente Tricolor. A novata Mocidade Unida da Mooca estreou com o apoio de uma comunidade aguerrida.

Quem assistiu pelo YouTube, ou pessoalmente no Anhembi, acompanhou desfiles interessantes, graças ao investimento da prefeitura, que destinou R$ 783.358,86 para cada uma das oito escolas do Grupo de Acesso. Mesmo com a repetição de temas ligados à cultura africana e religiões afro-brasileiras, tivemos diferenciais interessantes, como a Nenê da Vila Matilde homenageando a Portela e os contos de fadas da Camisa Verde e Branco, dois destaques da noite.

Por fim, a política também marcou presença. O último carro da Pérola Negra, última escola pisando no Anhembi, trouxe uma homenagem à vereadora carioca Mariele Franco, assinada há quase um ano.

Fotos: David Denis Lobão

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David Denis Lobão