Oscar 2019: Em ano politizado, a vitória das diretoras e dos personagens gays

Não vai ter Oscar de melhor filme popular e o México não vai pagar o muro”, assim a comediante Maya Rudolph já mostrou logo no inicio da cerimônia que o Oscar 2019 seria político e assim foi a 91ª edição do prêmio. Posteriormente Javier Bardem deixou claro ao falar em espanhol que não há “muros” que possam segurar a genialidade de cada país, de cada língua, de cada cultura. Jason Mamoa – com seu terno chamativo – também mandou o recado, de quem um homem também pode usar rosa.

Os novos tempos da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas pode ser observado também nas premiações, com mulheres carregando prêmios importantes com seus filmes:

– A diretora e produtora Elizabeth Chai Vasarhelyi venceu pelo documentário “Free Solo“.

– A diretora Rayka Zehtabchi e a produtora Melissa Berton foram premiadas pelo curta-metragem documentário “Absorvendo o Tabu(“Period. End of Sentence”).

– A produtora Jaime Ray Newman pegou sua estatueta pelo curta-metragem em live-action “Skin“.

– E a diretora Domee Shi, junto com a produtora Becky Neiman, sairam com o Oscar de melhor curta-metragem em animação com “Bao“, da Pixar.

Também foi o momento dos filmes LGBTs. Das quatro categorias de interpretação, três foram para atores que viveram personagens homossexuais inspirados em pessoas reais:

Rami Malek levou o Oscar de melhor ator por sua interpretação do cantor Freddie Mercury, em “Bohemian Rhapsody” (que também foi o filme mais premiado da noite com quatro estatuetas).

Olivia Colman, vencedora de melhor atriz pela bissexual Rainha Ana da Grã-Bretanha, em “A Favorita”.

– Por fim, Mahershala Ali recebeu o troféu de melhor ator coadjuvante por sua atuação em “Green Book – o Guia” (longa eleito o melhor filme ao final da cerimônia), como o pianista gay Don Shirley.

Em tempo 1: Nelson Pereira dos Santos, cineasta brasileiro, foi homenageado na parte “in memorian” do Oscar 2019, que homenageia profissionais da industria que faleceram no ano anterior.

Em tempo 2: A Marvel terminou o Oscar com quatro prêmios. “Homem-Aranha no Aranhaverso” ganhou como melhor animação. “Pantera Negra” levou três estatuetas: figurino, trilha sonora e design de produção, tornando-se o filme de herói com mais Oscars da história. As categorias design de produção e figurino tiveram suas primeiras vencedoras negras.

Confira todos os vencedores:

MELHOR FILME

Green Book – o guia

MELHOR DIREÇÃO

Alfonso Cuarón – Roma

MELHOR ATRIZ

Olivia Colman – A Favorita

MELHOR ATOR

Rami Malek – Bohemian Rhapsody

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Regina King, Se a rua Beale falasse

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Mahershala Ali – Green Book

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Infiltrado na Klan

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Green Book – O guia

MELHOR FILME DE LÍNGUA ESTRANGEIRA

Roma

MELHOR ANIMAÇÃO

Homem-aranha no Aranhaverso

MELHOR FOTOGRAFA

Roma

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

Pantera Negra

MELHOR FIGURINO

Pantera Negra

MELHOR MONTAGEM

Bohemian Rhapsody

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS

O primeiro homem

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO

Vice

MELHOR EDIÇÃO DE SOM

Bohemian Rhapsody

MELHOR MIXAGEM DE SOM

Bohemian Rhapsody

MELHOR TRILHA SONORA

Pantera Negra

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

Shallow (Nasce uma Estrela)

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Free Solo

MELHOR CURTA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO

Absorvendo o tabu

MELHOR CURTA-METRAGEM DE FICÇÃO

Skin

MELHOR CURTA-METRAGEM ANIMADO

Bao

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Sobre o autor

David Denis Lobão